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No tatame e na vida: a escolha entre tudo e o essencial



Você treina duas vezes por semana. E aí vem a pergunta que muita gente se faz: “Faço um treino de kimono e um no-gi ou foco em só uma coisa?”


A resposta pode parecer técnica, mas carrega algo muito mais profundo do que parece.


A gente vive tempos onde tudo é sobre variedade, estímulo, fazer mais, aprender tudo ao mesmo tempo. Mas será que isso serve pra quem ainda tá plantando as raízes?


Treinar duas vezes por semana não é pouco. É o que muita gente consegue com esforço — dividindo atenção entre trabalho, família, estudo, corpo cansado, cabeça cheia. E justamente por isso, talvez o melhor não seja “abraçar o mundo”, mas abraçar com firmeza uma coisa só.


Cada treino que você faz é um voto que você deposita no lutador que está construindo. E se esses votos forem divididos demais, talvez não somem o suficiente pra formar nada sólido.


Não é sobre kimono ou no-gi. É sobre clareza, intenção e profundidade.


Quem já treina 6 ou 7 vezes na semana, tem margem pra experimentar. Pra alternar. Pra somar mais técnicas sem perder estrutura. Mas quem tá com o tempo contado, talvez o mais sábio seja enraizar antes de expandir.


Você pode tudo. Mas nem tudo ao mesmo tempo.


Pensa nisso.


 
 
 

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