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Jiu-Jitsu machuca mesmo?



Se você já começou a treinar ou está pensando em começar no Jiu-Jitsu, provavelmente já ouviu alguém dizer: "Cuidado, esse negócio machuca!"

Mas será que o Jiu-Jitsu é realmente tão lesivo assim? E a tão comentada "faixa roxa" marca mesmo um ponto de virada em relação às lesões?

A resposta pode surpreender — e também te responsabilizar.


O Jiu-Jitsu não é um esporte perigoso por natureza, mas como qualquer atividade física intensa, pode sim gerar lesões. O problema não é o esporte em si — é como você se prepara (ou não) para ele.

O aluno que treina 2x por semana, não faz musculação, não alonga, vive de fast food e ainda chega no tatame querendo "dar o gás"... Vai se machucar. E vai achar que a culpa é do Jiu-Jitsu.


A pergunta é: "A chance de se machucar diminui quando se chega à faixa roxa?"

A resposta: não exatamente.

O que muda é o nível de consciência corporal e o controle do ritmo durante o treino. Quando você é iniciante, tudo é novo, seus reflexos são mais lentos, e o corpo ainda está se adaptando ao esporte. É como aprender a dirigir: no começo você erra a embreagem, esquece o pisca e por pouco não bate o carro. No Jiu-Jitsu, isso se traduz em posições mal encaixadas, força desnecessária, reações atrasadas — e, claro, maior risco de lesão.

Mas com o tempo, você aprende a escolher com quem rola, ajustar o nível de intensidade, evitar movimentos que agravem lesões e, o mais importante: continuar treinando mesmo machucado — sem piorar o quadro.



Quer evitar lesões? Faça o básico bem feito.

Se você quer treinar por anos, precisa entender que Jiu-Jitsu não começa no tatame. Ele começa na sua rotina. Aqui vão três pilares para te proteger:


  1. Preparação Física Regular: Fortaleça músculos, articulações e a base do seu corpo. Treino de força é obrigação pra quem quer longevidade no Jiu-Jitsu.

  2. Alimentação Decente: Seu corpo é seu equipamento. Se você abastece mal, não tem energia nem recuperação. Pare de colocar gasolina adulterada no carro e esperar alta performance.

  3. Treine com consistência e propósito: Não adianta treinar uma vez na terça e outra sábado. O corpo não adapta. Sem consistência, a técnica não entra, a movimentação não flui e o risco de lesão só aumenta.

    A maior parte das lesões que acontecem no Jiu-Jitsu poderiam ser evitadas com uma rotina mais consciente fora do tatame. Se você treina pouco, come mal e vive sedentário de segunda a sexta, o problema não é o Jiu-Jitsu. O problema é você.

    Então se cuida, porque o jogo só fica bom mesmo quando você consegue rolar por anos — e não por algumas semanas entre uma lesão e outra.


 
 
 

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